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09/07/2008
Ginecologia - Vírus HPV - Que bicho é esse?

O vírus HPV é muito freqüente na população feminina, atingindo 1 entre 4 mulheres, sendo identificado por meio de exame preventivo ou papanicolau e da colposcopia. Raramente evolui para câncer. É subdividido em mais de 100 tipos diferentes, que recebem um número (por exemplo: 6, 11, 16, 18).

Alguns tipos são mais agressivos (oncogênicos) que outros, e cada tipo pode causar diferentes patologias. Os tipos 6 e 11 são causadores de condilomas ou verrugas genitais, que são doenças benignas. Já os tipos 16 e 18 têm evolução maligna nos genitais: são os HPV de alto risco.

Embora conste que esses vírus de alto risco causam câncer no colo do útero e no ânus, essa evolução se dá em uma minoria dos casos. Mesmo que se trate de uma lesão maligna, há possibilidade de cura clínica acima de 50%.

No entanto, ainda não é possível saber qual deles vai evoluir para cura ou para o câncer, por isso, é importante seguir o tratamento e o acompanhamento médico. Assim consegue-se mais de 90% de cura.

Fumantes e portadoras de outras infecções no colo uterino (herpes, clamídia, HIV) apresentam maior risco de evoluir para casos severos; também há influência de predisposição individual e genética e do sistema imunológico (defesas) da paciente.

As infecções por HPV podem seguir três cursos:

1. Infecção transitória (50% dos casos), com eliminação completa do vírus se as defesas da paciente forem competentes;

2. Lesões que podem ser tratadas ou regredir espontaneamente em 30 a 50% dos casos;

3. Infecções persistentes, mesmo com tratamento clínico, e de maior risco para desenvolvimento de câncer.

Não há necessidade de se apavorar diante de um exame que mostra a presença do HPV, pois há tratamento eficaz e simples.

O período de incubação pode variar de três meses a alguns anos, sendo impossível descobrir a data precisa da contaminação.

A infecção se dá por transmissão sexual, mas existem casos em que não houve contato sexual, concluindo-se que há outras formas de contaminação como vasos sanitários, calcinhas, biquínis, toalhas, etc. Há exemplos de casais em que só um apresenta a doença, o que leva à conclusão de que isso também depende das defesas de cada pessoa.

Cada paciente tem um tratamento específico, de acordo com o estágio da doença, da colposcopia, das suas defesas (sistema imunológico) e de outras variantes, que só um ginecologista poderá avaliar e traçar seu tratamento e acompanhamento individual.

Os homens podem ser examinados, pois a maioria dos parceiros (88%) tem o vírus sem lesões visíveis a olho nu, que só podem ser vistas pelo especialista através da peniscopia.

É importante saber que estar com HPV não significa câncer; não se deve acusar ninguém de ter transmitido; nem tampouco pode-se negligenciar, achando que vai desaparecer sozinho.

Uma vez feito o tratamento e estando livre do vírus, é necessário consultar o ginecologista a cada seis meses para detectar precocemente possíveis recaídas.

 
Fonte: Dra. Reny Volpato Bertazzo - Ginecologista e obstetra - Clínica Mulher
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