Hospital Beneficiencia Portuguesa
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09/07/2008
Cardiologia - Comece cedo a cuidar do coração

Os cuidados com o coração, para evitar o infarto e doenças cardiológicas, devem começar mais cedo do que se imagina. A American Heart Association (AHA), considerada uma das melhores do mundo na área da prevenção, recomenda que os cuidados comecem aos 20 anos de idade, com exames de avaliação.

A AHA tem razão. As doenças cardiológicas provocam a morte de 17 milhões de pessoas no mundo, por ano. Segundo a Organização Mundial de Saúde, esse número deve saltar para 25 milhões em 2020. No Brasil, são mais de 300 mil mortes.

A preocupação da comunidade médica é com a vida atribulada de hoje, que expõe pessoas jovens e maduras a um cotidiano estressante, aumentando as chances de complicações cardíacas. Devido à correria moderna, muitas pessoas não se alimentam direito, têm vida sedentária em função da carreira profissional e algumas ainda acrescentam a isso o vício do cigarro. Esses hábitos estão relacionados ao surgimento de doenças como obesidade, hipertensão e diabete. Se há histórico de infarto ou derrame na família, aumenta o risco de problema cardíaco.

A partir dos 20 anos, o indivíduo já pode se submeter a vários exames para avaliar a pressão arterial, a taxa de açúcar no sangue e níveis do colesterol. Se tudo estiver bem, a próxima consulta pode ser dali a cinco anos. Mas se forem detectados mais de dois fatores de risco, começam os cuidados com o coração, fazendo-se exames a cada dois anos.

Entre as recomendações para prevenir os riscos de doença do coração também estão um estilo de vida saudável que inclui alimentação equilibrada, pobre em gorduras, atividade física regular e nada de cigarro.

A boa alimentação é uma das formas de evitar a formação do mau colesterol, que entope as veias com placas de gordura. A regra é comer de tudo, moderadamente, e fazer várias refeições ao dia, sem exageros.

O perfil das gorduras sanguíneas é determinado pela dosagem do Colesterol total, LDL colesterol, HDL colesterol e triglicérides. Controlar o peso é fundamental, já que a obesidade é tão preocupante quanto o tabagismo e a vida sedentária; principalmente a obesidade que acumula gordura na região abdominal.

Fazer exercícios físicos é a recomendação mais ouvida nos consultórios médicos, pois há estudos que comprovam ser este um dos mais importantes recursos para manter em dia a saúde do coração. Deve ser uma atividade física de intensidade moderada, praticada três a seis vezes por semana, com regularidade. A zona -alvo do exercício deve ficar na faixa de 60 a 80% da freqüência cardíaca máxima, observada em teste ergométrico, realizado na vigência dos medicamentos de uso corrente. Ajuda a diminuir a taxa de colesterol e a pressão alta. A atividade física pode ser na forma de caminhadas regulares ou exercícios em academia. Em ambos os casos, deve ser feita previamente a avaliação física do indivíduo.

Outro fator que contribui para adoecer o coração é o tabagismo, que deve ser combatido de forma agressiva. Mesmo os não-fumantes podem estar sujeitos aos riscos, por aspirar a fumaça. Fumar aumenta as chances de infarto, pois o cigarro contém substâncias que levam à formação de coágulos nas artérias, dificultando a passagem de sangue e de oxigênio para o músculo cardíaco. O indivíduo deve procurar um método para abandonar o cigarro. Quem não fuma, não pode também ficar exposto à fumaça alheia.

Depois dos 40 anos, a avaliação cardiológica deve ser feita a cada ano.

Fonte: Dr. Salim Vicente de Morais - Cardiologista - F: (17) 233-3786 e 233-3433
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